Physis Terrae - Revista Ibero-Afro-Americana de Geografia Física e Ambiente
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae
<p> A “<em>Physis Terrae - Revista Ibero-Afro-Americana de Geografia Física e Ambiente</em>” constitui-se como um veículo internacional de publicação, destinado à divulgação de trabalhos de excelência no âmbito das diferentes áreas da Geografia Física, especialmente na sua vertente mais aplicada aos estudos Ambientais. Com esta revista, cria-se um espaço privilegiado de aproximação entre pesquisadores Ibero-Afro-Americanos, com a finalidade de divulgação das pesquisas e reflexões do mais alto nível científico, realizadas especialmente dentro dos Centros de Investigação, Laboratórios de Pesquisa e Programas de Pós-Graduação de universidades ibéricas, africanas e latino-americanas.</p> <p>São aceites textos em língua Portuguesa, Espanhola, Francesa e Inglesa, sendo que todos os artigos submetidos são avaliados por especialistas da área, num processo de double-blind review, dentro das seguintes seções:</p> <ul> <li class="show">Conceitos e Métodos em Geografia Física e Ambiente</li> <li class="show">Biogeografia e Paisagem</li> <li class="show">Climatologia e Dinâmicas da Atmosfera</li> <li class="show">Geomorfologia e Dinâmicas Superficiais</li> <li class="show">Geoconservação e Património Natural (geopatrimónio)</li> <li class="show">Mudanças Ambientais e Riscos</li> <li class="show">Recursos Hídricos e Gestão de Bacias Hidrográficas</li> </ul>Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minhopt-PTPhysis Terrae - Revista Ibero-Afro-Americana de Geografia Física e Ambiente2184-626XCartografia do patrimônio geomorfológico voltada à interpretação geoturística
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<p>Este trabalho tem como objetivo colaborar com as discussões que envolvem a representação cartográfica dos elementos associados ao patrimônio geomorfológico, a fim de investigar como vem ocorrendo no Brasil a comunicação do conteúdo geocientífico com o público não especialista. Para atender ao objetivo utilizou-se a classificação de mapas geoturísticos para não especialistas proposta por Géraldine Bissing, da universidade de Lausanne. Foram selecionados 27 mapas geoturísticos oriundos de pesquisas brasileiras, onde buscou-se enquadrá-los dentro da classificação de mapas geoturísticos. Identificou-se que 85% dos mapas elaborados no Brasil são de pequena escala, apresentando uma falta de informações científicas e turísticas. Em relação à simbologia, apenas 11% dos mapas utilizam símbolos figurativos, os quais são os mais adequados para fins geoturísticos, uma vez que a informação não foi apenas simplificada, mas sim traduzida para uma linguagem facilmente compreensível pelo público não especialista. No caso dos mapas elaborados no Brasil, constatou-se o uso de fotografias de campo no entorno do layout de alguns mapas a fim de tornar mais efetiva a comunicação do conteúdo com o público não especialista. Conclui-se que se faz necessária uma cartografia própria à interpretação geoturística, baseada em representações e interesses de grupos e indivíduos, a fim de compreender a sua efetividade na difusão do conhecimento sobre o patrimônio geomorfológico com o público não especialista.</p>Adriano Severo FigueiróMaurício Mendes Von Ahn
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2019-12-282019-12-281231910.21814/physisterrae.2210Potencialidades do Geossítio Paredões de Janeiro, Parque Nacional de Ubajara, Ceará, Brasil: a geomorfologia como patrimônio
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2164
<p>O Geossítio Paredões de Janeiro (GPJ), Tianguá (Ceará), reúne algumas das mais espetaculares feições geomorfológicas do Parque Nacional de Ubajara (PNU). Contempla o contato do <em>Glint</em> da Ibiapaba com a Depressão Sertaneja, fendas estruturais e uma cachoeira. Porém, apesar do potencial, a área não dispõe de ações diretas de conservação e trabalhos científicos. O presente trabalho tem por objetivo realizar o inventário dos locais de interesse geológico, a sua avaliação quantitativa e proposta de estratégias de conservação, valorização e divulgação para o GPJ. No GPJ foram inventariados dois mirantes, quatro fendas estruturais e uma cachoeira. A avaliação quantitativa classificou o GPJ como de relevância nacional, com valor científico de 285, educativo de 305 e turístico de 255. Quanto à valorização foram selecionadas a Pedra do Espia e a Fenda Norte para a confecção de painéis interpretativos. Para a divulgação, é proposto um cartão postal e sua inserção em três roteiros geoturísticos. A presente pesquisa demonstra de forma quantitativa e qualitativa os valores científicos, educativos e turísticos do GPJ, erguendo esse espaço enquanto prioritário para a instituição de ações de conservação e educação ambiental no contexto do PNU.</p>Suedio Alves MeiraMarcos Antonio Leite do NascimentoEdson Vicente da Silva
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2019-12-282019-12-2812214210.21814/physisterrae.2164Aspectos geológicos e geomorfológicos da Cachoeira de Casca D’Anta (Parque Nacional da Serra da Canastra – Minas Gerais, Brasil): primeiros passos para o seu aproveitamento geoturístico
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2220
<p>A Cachoeira de Casca D’Anta está localizada na escarpa sul da Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais (Brasil), onde nasce um dos rios mais importantes do país, o Rio São Francisco. Compreende uma queda com 200 metros de desnível, esculpida em quartzitos do Grupo Canastra. É um dos atrativos mais visitados do Parque Nacional da Serra da Canastra (PARNA Serra da Canastra), unidade de conservação do tipo integral. Apesar de ser uma área de proteção que permite a visitação, não existe no parque um programa de educação e interpretação ambiental que aborde o patrimônio geomorfológico. Nesse sentido, tendo em visto essa carência e o fato da Casca D’anta ser um dos atrativos mais visitados no parque, o objetivo deste trabalho é apresentar um levantamento científico no que diz respeito aos aspectos geológicos e geomorfológicos da área, de modo a compreender a origem e evolução dessa feição. De posse dessas informações, num segundo momento, espera-se subsidiar a proposição de um painel interpretativo para que os visitantes passem a associar o aspecto contemplativo ao educativo, superando a subutilização do local do ponto de vista pedagógico e de valorização do patrimônio geomorfológico, indo ao encontro dos objetivos da prática do Geoturismo.</p>Lilian Carla Moreira BentoSílvio Carlos Rodrigues
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2019-12-302019-12-3012436010.21814/physisterrae.2220O geopatrimônio e o potencial geoturístico no Distrito Federal, Brasil
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2254
<p>O presente trabalho buscou abordar o geopatrimônio, a geoconservação e o geoturismo, apresentando um diagnóstico dos locais potenciais de interesse ao geopatrimônio. Partiu-se de mapear dois cenários: um com base em pontos de cunho geoturístico — sendo as principais cachoeiras e cavernas do Distrito Federal (DF), Brasil — e, num segundo contexto, foram utilizadas as jazidas minerais como recurso geocientífico, especialmente para o entendimento do potencial patrimonial da gênese geológica e geomorfológica do Distrito Federal. Assim, a pesquisa teve como objetivo indicar os locais em que os processos de origem da paisagem possam ser observados de maneira peculiar, abrigando a geodiversidade e o geopatrimônio da unidade federativa, oferecendo um novo olhar geográfico sobre o potencial geoturístico e educacional científico na região, propiciando a preservação e conservação do meio-ambiente. Essa abordagem, centrada nos aspectos descritos, resultou em um mapa com mais de duzentos pontos de interesse ao patrimônio geomorfológico no DF. A partir disso, foi possível propor uma nova metodologia, na qual a dinâmica do espaço-tempo é fundamental: a variação dos valores comumente atribuídos ao geopatrimônio num período de 12 meses.</p>Gabriella Emilly Pessoa Nunes MartinsKaren Aparecida de OliveiraVenícius Juvêncio de Miranda MendesValdir Adilson Steinke
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2019-12-312019-12-3112618110.21814/physisterrae.2254Avaliação rápida de impactos em cavernas turísticas do Parque Estadual de Terra Ronca, Goiás, Brasil
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2178
<p>O Parque Estadual de Terra Ronca se localiza nos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás. A motivação turística na região é relacionada ao geoturismo, em especial com a visita às cavernas. Os ambientes cársticos possuem dinâmica própria o que cria ambientes singulares. Visando a conservação desses ambientes empregam-se ferramentas de diagnóstico ambiental focando nos impactos existentes na área. A pesquisa ocorreu em 4 cavernas do Parque Estadual de Terra Ronca e foi aplicado um protocolo de avaliação de impactos, elaborado por Donato <em>et al</em> (2014), para diagnosticar a situação das cavernas abertas ao turismo no parque, chegando aos seguintes valores de impactos: São Mateus - 21, São Bernardo - 29, Terra Ronca II - 34 e Terra Ronca - 40. Os resultados demonstraram que as cavernas estão em risco e suscetíveis a diversos impactos, sendo necessárias medidas urgentes para a conservação dos ambientes associados a elas. A implementação do plano de manejo, específico para cada caverna, é urgente, visto que esse documento é fundamental para guiar as ações de manejo e monitoramento das cavernas em questão. É importante destacar que além de tais iniciativas é preciso estabelecer programas paralelos de educação e difusão da importância destes geossistemas, propiciando conhecimento da sociedade em geral sobre cavernas e sua conservação.</p>Vinícius Galvão ZanattoBárbara Costa SilvaWallace Vieira da SilvaVenícius Miranda MendesValdir Adilson Steinke
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2019-12-312019-12-31128310010.21814/physisterrae.2178Os areais do sudoeste do Rio Grande do Sul, Brasil, como patrimônio geomorfológico
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2209
<p>Os processos de arenização encontrados no sudoeste do RS, Brasil, são um fenômeno único, localizado entre as unidades geomorfológicas da Escarpa do Planalto de Uruguaiana e a Depressão Periférica. Os areais se constituem como produto do intemperismo destas formações e que lhes confere uma condição geomorfológica particular. O presente trabalho tem por objetivo estabelecer relações entre a arenização, seu aproveitamento turístico enquanto patrimônio geomorfológico e os conflitos ambientais ocasionados pelo modelo econômico dominante. Dentre os areais que podem ser identificados na região, o do Cerro da Esquina possui condições de exploração turística, pois permite que parte da “memória da Terra” seja compreendida a partir da sua observação. O potencial dos areais enquanto patrimônio geomorfológico para o desenvolvimento do turismo pode ser avaliado a partir de diferentes aspectos: (i) a compreensão do próprio processo, ou seja, o que são os areais e como surgiram; (ii) a sua vinculação no contexto da bacia hidrográfica do arroio Inhacundá, dentro da qual, se passa por diferentes compartimentos, até chegar aos relevos testemunhos, associados às formações sedimentares (Botucatu e Guará), aos areais e às turfeiras nos fundos dos vales de seus tributários; e (iii) a beleza cênica do conjunto paisagístico da região. Nesta perspectiva, questiona-se a implantação da monocultura silvícola, a qual interfere no processo de conservação do patrimônio geomorfológico, reduzindo o potencial geoturístico apresentado pela região.</p>Sidnei Luís Bohn GassRoberto VerdumLucimar de Fátima dos Santos VieiraJean Carlo Gessi CaneppeleFrançois Laurent
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2019-12-312019-12-311210111910.21814/physisterrae.2209Patrimônio geomorfológico e interpretação ambiental em trilhas de montanha (Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, Brasil)
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2217
<p>Promover a valorização da geodiversidade e de seu patrimônio geomorfológico em unidades de conservação, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, é de suma importância e contribui para o uso sustentável destes territórios e seu entorno. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), localizado na Serra do Mar, região Sudeste do Brasil, possui um conjunto de montanhas com grande valor estético que possibilita ressaltar outros valores e usos, como o científico, o didático e o turístico dos seus geomorfossítios, por meio de uma interpretação ambiental em trilhas, contribuindo no cumprimento de seus objetivos de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. O presente trabalho apresenta uma proposta de caracterização da geodiversidade do PARNASO e a implementação de estratégias de gestão e divulgação do patrimônio geomorfológico em trilhas de montanha, a partir da elaboração de roteiros geoturísticos e didáticos, com o auxílio do aplicativo de navegação <em>Wikiloc</em><sup>®</sup>. Neste sentido, detalhar, registrar e divulgar aspectos da geodiversidade em trilhas contribui no destaque da dimensão estética da paisagem, da sua dimensão dinâmica, ao identificar e visualizar processos e mudanças, e também da sua imbricação de escalas, seja espacial ou temporal. Então, é necessário ressaltar uma abordagem mais integrada ligando a geodiversidade, a biodiversidade, a paisagem e as pessoas, aspecto central em que a presente pesquisa pretende contribuir.</p>Fernando Amaro PessoaAdriel Filipe Soares BritoFabio Feler PachecoMaria Naíse Oliveira PeixotoKátia Leite Mansur
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2019-12-312019-12-311212113810.21814/physisterrae.2217Análise morfométrica das bacias de captação das cachoeiras do município de Pelotas (Rio Grande do Sul - Brasil): subsídios para ações de geoconservação
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2219
<p>O trabalho tem como objetivo identificar e analisar as características morfométricas das bacias de captação das cachoeiras do Arco-Íris, Imigrante e Paraíso, localizadas no município de Pelotas (Brasil), visando estratégias de geoconservação e promoção dessas feições geopatrimoniais com evidente valor intrínseco e reconhecido valor turístico. A metodologia proposta abrangeu: (a) a delimitação das bacias de captação das três cachoeiras, (b) a identificação e análise da energia do relevo e de outros parâmetros morfométricos elementares e, (c) trabalhos de campo para coleta dos pontos de localização das cachoeiras e verificação dos resultados. A análise dos parâmetros morfométricos possibilitou a identificação e compreensão de potencialidades e limitações das bacias de captação que drenam para as cachoeiras, indicando áreas e condições de atuação dos processos morfogenéticos que comprometem a integridade da bacia hidrográfica e, por consequência, podem atuar na estrutura e dinâmica das cachoeiras sob pesquisa. Neste sentido, a partir destes dados, é possível realizar propostas e estratégias de geoconservação das bacias de captação, uma vez que as cachoeiras estudadas são reconhecidas enquanto geopatrimônio do município de Pelotas e precisam ser preservadas em decorrência de seus valores intrínsecos, econômicos e turísticos.</p>Adriano Luis Heck SimonKelvin Dutra XavierVictória Dejan PaganottoCassiely da Roza Pacheco
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2019-12-312019-12-311213915410.21814/physisterrae.2219Valores geomorfológicos em áreas protegidas: o caso da Serra da Penha / Guimarães (Portugal)
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2404
<p>A Serra da Penha localiza-se no município de Guimarães, atingindo os 613 metros de altitude e incluindo uma área verde de 50 hectares que, devido às suas características naturais, constitui um dos grandes pontos de atração turística municipal. No contexto das estratégias ambientais que têm vindo a desenvolver, a Câmara Municipal de Guimarães está a elaborar a classificação da Serra da Penha como Paisagem Protegida Local, proposta esta que deve ser entendida como uma medida de proteção e de valorização. Entre os valores naturais da Serra da Penha destacamos os valores geomorfológicos e geológicos, definidos como geossítios no Plano Diretor Municipal de Guimarães. A Serra da Penha apresenta um elevado valor e interesse geológico devido à sua natureza granítica, integrando também um conjunto diversificado de elementos geomorfológicos, com destaque para os grandes blocos dispersos nas vertentes (as <em>penhas</em>) e que podem vir a constituir um importante geopatrimónio a valorizar. A diversidade destes elementos é significativa, podendo-se encontrar blocos graníticos associados em formas diversificadas, com um arranjo particular, com configurações antropomórficas ou associados a determinados aspetos culturais e/ou religiosos, como seja o “penedo que abana”, o “penedo suspenso” ou a gruta do ermitão. Assim, procuramos analisar a relevância dos valores geomorfológicos no âmbito do Geopatrimónio e seu enquadramento no processo de candidatura da Serra da Penha como Paisagem Protegida Local.</p>António Batista VieiraFrancisco Silva CostaLetícia Corrêa
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2019-12-312019-12-311215517010.21814/physisterrae.2404A produção de materiais geoeducativos na proposta do Geoparque Quarta Colônia, RS
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2274
<p>Na região central do Rio Grande do Sul (Brasil), nove municípios com grande relevância no patrimônio geológico-geomorfológico, paleontológico e histórico-cultural representam o território de uma das propostas de geoparque atualmente em construção. A riqueza patrimonial desse território se expressa em fósseis triássicos de grande raridade, feições e processos geomorfológicos típicos de ambientes de transição entre planaltos escarpados e extensas áreas de deposição aluvial, grande biodiversidade e testemunhos culturais preservados, que remontam à imigração italiana e alemã ocorrida neste território na segunda metade do século XIX. Diversos estudos apontam sobre a importância de estratégias pedagógicas que possam atuar neste contexto. Assim, materiais geoeducativos servem como ferramentas de disseminação do conhecimento científico, porém para a construção destes instrumentos é necessária uma abordagem que contemple o contexto dos sujeitos envolvidos e do território em questão. Alguns materiais educativos já estão sendo desenvolvidos, como um jogo de Role Playing Game (RPG), um caderno didático do geoparque quarta colônia e uma maquete em grande formato do território, traduzindo para uma linguagem escolar a riqueza geopatrimonial do território. A elaboração destes materiais resulta em ferramentas estratégicas de conscientização e valorização do patrimônio e no despertar do interesse do uso dos geossítios como atração geoturística.</p>Adriano FigueiróVinicius MottaThainara BrunhauserHarrison VenturaDilson Cechin
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2019-12-312019-12-311217118410.21814/physisterrae.2274Marcadores Geoquímicos como Indicadores de Atributos Culturais na Paisagem Geomorfológica no Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí-Brasil
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2255
<p>As investigações sobre indícios de ocupação humana pré-histórica, através de análise química elementar tem sido uma importante ferramenta no estudo de sedimentos arqueológicos. Nesta perspectiva, buscou-se aprofundar as investigações acerca dos indícios de tal ocupação através de marcadores geoquímicos nos sítios Toca Sítio do Meio e Toca do Gordo do Garrincho, localizados no Parque Nacional Serra da Capivara-Piauí, Brasil, e em seu entorno. Para tanto, realizou-se um estudo morfoestratigráfico, sedimentológico e geoquímico de depósitos, utilizando métodos físicos, químicos e instrumentais. Os dados obtidos mostraram resultados para a determinação da textura do solo, apontando para diferentes concentrações de argilominerais, influenciando na fixação de fósforo (P) e outros marcadores. O elemento P está presente em todas as amostras de forma significativa, embora não esteja presente no material parental, indicando que houve um <em>input</em> alóctone, sugerindo um forte indício da existência de níveis de ocupação humana. Deve-se considerar que a associação climática que se faz entre argilominerais e sedimentos deve ser mais cautelosa, pois se observa que há um controle muito grande da rocha. Contudo, foi possível estabelecer parâmetros teórico-metodológicos de indicadores ambientais com aplicação de marcadores geoquímicos para a indicação de níveis de ocupação humana pré-histórica e reconstrução da dinâmica e evolução ambiental de paleopaisagens.</p>Beneilde Cabral MoraesLiége de Souza MouraRita de Cássia Pereira Santos CarvalhoAntonio Carlos de Barros Corrêa
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2019-12-312019-12-311218521410.21814/physisterrae.2255A geoconservação no Brasil: panorama das iniciativas institucionais e das discussões sobre a temática em eventos científicos
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2237
<p>A geodiversidade desempenha importante papel, seja como substrato para biodiversidade, como fonte de recursos para o desenvolvimento das sociedades humanas ou como guardiã da evolução geológica do planeta. O Brasil guarda em seu território complexos registros da evolução geológica do planeta, de modo que conhecer e conservar a riqueza desse patrimônio se constitui como grande desafio. O presente artigo tem por objetivo apresentar um quadro geral da geoconservação no Brasil, tomando como base as principais iniciativas institucionais e a discussão da temática em eventos científicos. A metodologia foi baseada na consulta de livros, teses, dissertações, artigos e sites para elencar as principais iniciativas institucionais e na consulta e análise dos anais, dos últimos dez anos, de quatro grandes eventos nacionais que têm abordado a temática da geodiversidade e geoconservação em suas edições, realizando-se a busca de palavras-chave (geodiversidade, geoconservação, patrimônio geológico, geopatrimônio, geoturismo, geoparque) nos títulos, resumos e palavras-chave dos artigos publicados nos anais dos eventos selecionados. A partir dessa análise, foi possível perceber um crescente interesse da temática em questão. No entanto, a distribuição espacial ainda não é uniforme no território brasileiro, embora existam iniciativas institucionais e se discuta a temática em todas as regiões do país, ainda há uma concentração maior na região Sudeste.</p>Glácia Lopes AraújoJosé Francisco de Araújo SilvaCláudia Maria Sabóia de Aquino
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2019-12-312019-12-311221523010.21814/physisterrae.2237Geoconservação em Monumentos Naturais no Brasil
https://revistas.uminho.pt:443/index.php/physisterrae/article/view/2269
<p>Foi evidenciada a relevância da geodiversidade para a conservação da natureza através de um levantamento das unidades de conservação da categoria de Monumentos Naturais no Brasil. A fonte principal de dados foi o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação - CNUC. O conceito de Monumento Natural foi analisado para o Brasil na literatura e em órgãos de proteção ao património, nomeadamente IPHAN, UNESCO e IUCN. Foram identificados 60 Monumentos Naturais no Brasil. A criação de Monumentos Naturais apresentou como principal motivação aspectos ligados à geodiversidade, algumas vezes associados à biodiversidade e/ou aspectos culturais. Muitos destes atributos estão relacionados a aspectos geomorfológicos que formam a paisagem e servem de estrutura para os biomas protegidos e a beleza cênica local. Frequentemente, mais de um tipo de feição geomorfológica ou atributo é encontrado em um mesmo Monumento Natural. Os elementos da geodiversidade que justificam os Monumentos Naturais brasileiros são: resquícios paleontológicos; maciços; cavidades naturais; serras; <em>inselbergs</em>; rios; lagoas; cânions; cachoeiras; falésias; dunas; e ilhas oceânicas. Os Monumentos Naturais possuem uma relação direta com a ideia de herança, ao se vincularem a aspectos geomorfológicos e culturais. O conceito de Monumento Natural na legislação brasileira deveria ser revisto para aproximar-se do conceito da IUCN que explicita componentes geológicos, culturais, espirituais e a associação com a biodiversidade local.</p>Milene Santos CoutoCarlos Augusto Assumpção de Figueiredo
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2019-12-312019-12-311223124810.21814/physisterrae.2269