Publicado: 2020-12-31

Das aulas presenciais para o ambiente virtual: estratégias de ensino em saúde coletiva para alunos de graduação em saúde

Centro Universitário UniMetrocamp
Centro Universitário UniMetrocamp
Unicamp
metodologia ativa ensino superior saúde pública active methodolgy higher education public health

Resumo

O presente artigo tem como objetivo relatar uma experiência de migração de uma disciplina presencial – Fundamentos da Saúde Humana - para o ambiente virtual, ministrada para estudantes de formação profissional na área da Saúde em uma instituição de Ensino superior particular. Utilizando como referência as aulas ministradas no período da pandemia, destacam-se para a análise a adaptação de alunos, professores e gestores para a reestruturação das aulas, a linguagem e comunicação adotadas em ambiente remoto, o papel da instituição e as práticas, compreendidas aqui como as estratégias de ensino utilizadas nas aulas online. Nota-se, para tanto, que esse primeiro movimento de inserção de diferentes recursos em aula coloca em destaque a atuação do estudante como protagonista no processo de ensino e aprendizagem. As estratégias utilizadas são percebidas aqui como parte do aprendizado de professores e estudantes diante deste outro ambiente que se coloca cada vez mais como uma realidade a ser considerada após o retorno às aulas presenciais.

1. Introdução

A educação vem sofrendo transformações significativas durante a pandemia do COVID-19. A migração das aulas presenciais para o ensino em sala de aula remota foi uma importante estratégia emergencial adquirida por grande parte das instituições de ensino superior da rede privada na área da saúde.

Para sua efetivação e eficácia na construção do conhecimento na formação profissional, fez-se necessário ajustes de metodologias ativas e participativas em um formato que contemplasse o espaço virtual, e que não desconsiderasse os elementos essenciais, como a corresponsabilidade na formação do saber. Considera-se que “No contexto educacional, a pandemia urge a ressignificação de alguns conceitos e ideias cristalizadas sobre o fazer pedagógico”, implicando o uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) que reafirmem positivamente o papel dos conteúdos digitais e das redes colaborativas no processo de ensino-aprendizagem. Ainda assim, cabe destacar que:

nem todos os professores, por diferentes motivações, conhecem as possibilidades ou estão familiarizados com as TDICs consideradas comuns no contexto de sala de aula. Nessa mesma linha de problematização, nem todos os alunos, neste contexto, podem ser considerados “nativos digitais” ou letrados digitalmente; aliás, ser ou não ser nativo digital, em nossa concepção, está mais relacionado ao contato e ao uso de novas tecnologias e não ao fator idade. Importante ressaltar que o letramento digital pode estar relacionado às questões culturais e socioeconômicas, o que restringe o desenvolvimento das habilidades com as TDICs Ao trazer essas considerações para o contexto do Ensino Superior. Em tempos de coronavírus, professores e alunos se encontram no processo de ressignificação das situações de ensino-aprendizagem, em que papéis, contextos, recursos e conhecimentos extrapolam o espaço-tempo da sala de aula presencial. Sendo o desenvolvimento uma via de mão dupla, ambos se deparam com a necessidade de reorganizar suas práticas, tendo em vista a continuidade das atividades acadêmicas à distância. Neste cenário, o uso das TDICs torna-se a alternativa viável, desde que haja estrutura tecnológica e planejamento do trabalho remoto à nova rotina que se instaura. (Fuga et al., 2020, p. 256)

Diante desse desafio, o corpo docente da disciplina Fundamentos da Saúde Humana adotou diversas ferramentas e incorporou o uso de tecnologias virtuais, visando o alcance do saber de forma democrática e ampliada, em uma análise atual, destacando que as tecnologias digitais, quando bem aplicadas, favorecem a comunicação entre professores e estudantes, famílias e escolas ou universidades. Enquanto recursos muito simples, como o WhatsApp, já possibilitavam o encaminhamento de atividades aos estudantes, ambientes virtuais de aprendizagem agora apoiam o desenvolvimento de atividades mais elaboradas e, inclusive, exercícios realizados em grupo.

A necessidade de encontrar maneiras alternativas ao tradicional quadro negro para ensinar tem demandado constante adaptação por parte dos professores, o que pode se mostrar valioso no futuro. Pensar novos métodos didáticos se tornou imperativo quando só se tem como possibilidade, por exemplo, ministrar uma aula via aplicativo de imagem, o que demanda a busca por uma estratégia eficaz a partir de alternativas diferenciadas para garantir a melhor qualidade possível.

Seguindo tal perspectiva, o relato do presente artigo tem como objetivo a descrição de uma experiência de implantação de metodologias ativas e participativas em meio virtual na área da Saúde Coletiva para estudantes de formação profissional na área da Saúde.

2. Metodologia

De caráter descritivo, o presente estudo baseia-se na experiência de três professoras do Ensino Superior do Centro Universitário Unimetrocamp, localizado na cidade de Campinas, estado de São Paulo, Brasil. A disciplina Fundamentos da Saúde Humana, ofertada no primeiro semestre dos cursos da área da saúde (Fisioterapia, Nutrição, Enfermagem, Educação Física, Biomedicina, Farmácia, além de Estética e Cosmética) tem como objetivo refletir sobre os princípios e diretrizes que regem a saúde pública e coletiva no Brasil.

Trata-se de um componente curricular com carga horária de 60 horas, exclusivamente teórica. Havia, em 2020, aproximadamente 400 alunos matriculados, subdivididos em cinco turmas distintas, sendo duas no período matutino e três no noturno.

O semestre letivo teve início na primeira semana de março de 2020, acompanhado do aumento do número de casos de Covid-19 no mundo. Em 11 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o estado da contaminação à pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2)1. Após o anúncio, uma nota conjunta assinada pela Secretaria da Educação de São Paulo (SEDUC-SP), União dos Dirigentes Municipais de São Paulo (UNDIME-SP), Associação Paulista de Municípios (APM), Associação dos Prefeitos do Estado de São Paulo (APREESP), Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (SIEEESP) e Conselho Estadual de Educação, apresentou orientações gerais para as diretorias de ensino, reconhecendo a “necessidade de evitar aglomerações e reduzir o volume do transporte público para prevenir a disseminação do coronavírus e assim evitar sobrecarga dos sistemas de saúde”, especificando que “todas as escolas do estado de São Paulo terão as atividades gradualmente suspensas a partir do dia 16 de março, até a suspensão completa no dia 23 de março”2.

Assim, seguindo as diretrizes do governo estadual, também no ensino superior as aulas foram oficialmente suspensas a partir de 23 de março e cada instituição adotou estratégias próprias de gestão para suprir o cancelamento dos encontros presenciais.

Na UniMetrocamp, para a disciplina Fundamentos da Saúde Humana, as professoras responsáveis se organizaram em um grupo para a organização inicial do semestre, revelando-se ao longo do curso um espaço fundamental para a troca de material de aula, de percepção das aulas sobre o conteúdo trabalhado e estratégias de ensino. Nesse contexto, a migração da aula presencial para ambiente virtual se deu por meio da troca de experiências e perspectivas sobre o significado do ensino remoto e foram fundamentais para a estruturação, no período de uma semana conforme proposto pela instituição, para realizar a migração do conteúdo.

O corpo docente responsável pela disciplina seguiu o cronograma (Table 1) pré-estabelecido em termos de conteúdo, reconhecendo a necessidade de responder à excelência para a formação dos futuros profissionais da saúde. Seguindo a linha estabelecida para as cinco turmas e acordada entre as professoras responsáveis, foram abordados os seguintes temas:

Aula 1 Saúde e Doença
Aula 2 Determinantes sociais da saúde
Aula 3 Cultura, família e saúde
Aula 4 Aula suspensa *
Aula 5 Princípios e Diretrizes do SUS
Aula 6 Unidade Básica de Saúde (UBS)
Aula 7 Avaliação Parcial (AP) 1
Aula 8 Hierarquização em Saúde
Aula 9 Participação popular e Controle Social
Aula 10 AP2 (questões online)
Aula 11 Humanização em saúde
Aula 12 Vigilância em saúde
Aula 13 Políticas públicas
Aula 14 Revisão
Aula 15 AP3
Aula 16 Prova substitutiva
Table 1. Cronograma de aulas da disciplina Fundamentos da Saúde Humana. * Aulas suspensas devido à pandemia . A partir desta data, todas as aulas aconteceram de maneira remota.

Seguindo tal perspectiva, a análise está pautada na perspectiva de cultura escolar apresentada por Silva (2007, p. 202) para quem:

podemos dizer que existem inúmeras características que aproximamos comportamentos das escolas, bem como as investigações sobre ela, e há uma infinidade de outras que os/as diferenciam. No entanto, parece não haver inconvenientes em considerar a escola como uma instituição com cultura própria. Os principais elementos que desenhariam essa cultura seriam os atores (famílias, professores, gestores e alunos), os discursos e as linguagens (modos de conversação e comunicação), as instituições (organização escolar e o sistema educativo) e as práticas (pautas de comportamento que chegam a se consolidar durante um tempo).

Com base na experiência do corpo docente responsável pela disciplina Fundamentos da Saúde Humana, a discussão que segue privilegia a adaptação das aulas em tempos de pandemia a partir dos quatro aspectos retratados por Silva (2007), a saber: 1. O lugar dos atores (família, alunos, professores e gestores) para a reestruturação das aulas; 2. Linguagem e comunicação utilizada em ambiente remoto; 3. A instituição, a partir de suas normas e diretrizes para a adaptação das aulas; e 4. As práticas, compreendidas aqui como as estratégias de ensino utilizadas nas aulas remotas.

3. Resultados e discussão

Desde a aula 5, na primeira semana de março, todos os encontros se deram em ambiente virtual. Seguindo orientação da instituição, algumas características das aulas presenciais deveriam ser rigorosamente mantidas, respeitando um formato familiar aos docentes e reconhecido pela instituição. Para tanto, foi preservado o tempo de duração das aulas (3 horas), iniciando no período diurno, às 7h30 e terminando às 10h30. No período noturno, ocorria de 19h às 22h00. Como material de apoio para os alunos, os professores continuaram disponibilizando vídeos e artigos sobre o tema em discussão, respeitando os canais de comunicação acordados, tais como plataforma Integrees, WhatsApp e e-mail para sanar eventuais dúvidas ao longo do semestre. Os encontros, a partir de então, foram realizados por meio da plataforma Zoom permitindo o registro e divulgação em vídeo, caso autorizado pelos professores responsáveis.

Devido ao intervalo de uma semana para que a migração das aulas para ambiente virtual ocorresse, houve um processo de familiarização por parte dos professores e alunos com o ambiente virtual. A utilização da câmera e áudio, do chat, testes de conexão, os sons provenientes do ambiente, bem como a incorporação das aulas ao espaço doméstico evidenciaram alguns desafios de ordem técnica. Superado o estranhamento inicial, o não limite proporcionado pelo ambiente virtual começou a ser percebido como um espaço rico a ser explorado. Nas palavras de Gadotti:

Vivemos hoje numa sociedade de redes e de movimentos, uma sociedade de múltiplas oportunidades de aprendizagem, chamada de “sociedade aprendente”, na qual as consequências para a escola, para o professor e para a educação em geral são enormes. Torna-se fundamental aprender a pensar autonomamente, saber comunicar-se, saber pesquisar, saber fazer, ter raciocínio lógico, aprender a trabalhar colaborativamente, fazer sínteses e elaborações teóricas, saber organizar o próprio trabalho, ter disciplina, ser sujeito da construção do conhecimento, estar aberto a novas aprendizagens, conhecer as fontes de informação, saber articular o conhecimento com a prática e com outros saberes. (2007, p. 13)

Assim, na sociedade da informação, o professor é convidado a estar mais próximo do aluno, tornando-se muito mais um mediador do conhecimento, um problematizador. Nesse sentido,

O aluno precisa construir e reconstruir o conhecimento a partir do que faz. Para isso, o professor também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos. Ele deixará de ser um lecionador para ser um organizador do conhecimento e da aprendizagem. Poderíamos dizer que o professor se tornou um aprendiz permanente, um construtor de sentidos, um cooperador, e, sobretudo, um organizador da aprendizagem. [...]. Por isso, precisamos também saber o que, por que, para que estamos aprendendo. (Gadotti, 2007, p. 13-14)

Reconhecendo que, para além do espaço, também o tempo do ambiente virtual é diferente, em alguns encontros optou-se por reduzir o tempo da aula expositiva, pois o diálogo passou a ser restrito, por vezes, a pequenos grupos de alunos que se sentiam à vontade para participar por meio do chat ou microfone. Assim, parte da aula foi utilizada para a organização de trabalhos em grupo e roteiros de estudo com base no conteúdo previamente trabalhado em um primeiro momento.

Aula 5 Princípios e Diretrizes do SUS Aula expositiva, estudo de casos clínicos e lista de exercícios
Aula 6 UBS Mapeamento UBS e distritos de saúde
Aula 8 Hierarquização em Saúde Participação de convidados sobre suas práticas profissionais na atenção primária, secundária e terciária
Aula 9 Participação popular e Controle Social Aula expositiva, estudo de casos clínicos e lista de exercícios
Aula 11 Humanização em saúde Roteiro de estudo contendo vídeo, reportagens, estudo de caso e pesquisa por referências ao tema.
Aula 12 Vigilância em saúde Quizz
Aula 13 Políticas Públicas Aula expositiva, estudo de casos clínicos e lista de exercícios
Table 2. Correspondência entre aula ministrada durante a pandemia e estratégia de ensino.

O estudo de casos clínicos a partir da Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem Based Learning – PBL) se apresentou como um recurso interessante também para o meio virtual e a formação dos grupos, quando não suportada pela plataforma dos encontros, migrou também para as redes sociais como WhatsApp.

A possibilidade de os alunos compartilharem apresentações permitiu a exposição de seminários com temas pré-estabelecidos por meio da Plataforma virtual; exibição de vídeos curtos com posterior discussão sobre a temática abordada; participação de convidados para discorrer sobre suas práticas profissionais; sala de aula invertida com construção de roteiro prévio disponibilizado aos alunos; uso de jogos educativos (especialmente quizz) e investigação exploratória de dados epidemiológicos em sites oficiais, envolvendo a identificação de unidades básicas de saúde com criação de um mapa com rede de atendimento presente no bairro onde o aluno reside (UBS, UPA, Hospitais), a partir da utilização de informações disponíveis no site da secretaria municipal de saúde de Campinas, conforme indicado na Table 2.

Cabe destacar que as metodologias ativas como o PBL, comparadas a métodos de aprendizagem tradicional, são consideradas eficazes, realistas e práticas e permitem o pensamento crítico dos estudantes (Chung, 2019). Tal afirmação é corroborada na revisão sistemática realizada por Car et al. (2019), com utilização de PBL digital para capacitação de profissionais de saúde, demonstrando que tal proposta parece ser tão eficaz quanto o PBL tradicional.

A aprendizagem combinada pode influenciar positivamente a formação dos alunos, especialmente quando utilizada para gerenciar e apoiar a educação a distância. Entretanto algumas dificuldades no modelo à distância são relatados, como o desafio do aluno em se envolver com métodos de ensino “ativos”, como colaboração e atividades on-line, além de barreiras tecnológicas, de comunicação e de suporte (Jowsey et al. 2020). Em suma, nesta experiência, as principais dificuldades se deram, em um primeiro momento, no espaço e tempo de aula. Após a migração para aulas remotas, as avaliações se apresentaram como um segundo desafio. Conforme critérios pré-estabelecidos, um calendário institucional para a aplicação das avaliações parciais (AP), denominadas AP1, AP2 e AP3, foi disponibilizado no início do semestre. Os professores tinham autonomia para definir os instrumentos de avaliação da AP1 e AP2. A avaliação parcial 3 era elaborada pela instituição, com conteúdo de todo o semestre, no formato de 30 questões múltipla escolha por disciplina. Com o distanciamento social, os professores tiveram liberdade para reprogramar as datas das avaliações 1 e 2. Contudo, a gestão optou por adotar uma semana específica para aplicação da AP3, alterando apenas o formato. Assim, enfrentando o desafio de aplicar as avaliações online, a instituição determinou que os professores deveriam elaborar uma prova com 4 (quatro) questões dissertativas, suficientemente amplas para gerar reflexão e coibir o compartilhamento de respostas entre os alunos.

Nesse sentido, reconhecemos a necessidade de também repensarmos o sentido de controle do resultado das avaliações. Apesar de não ser o objeto principal desse relato, cabe questionar a “fôrma escolar” (Carvalho, 2000) em tempos de aulas online.

Embora as tecnologias educacionais tenham sido cada vez mais utilizadas na educação em ciências da saúde, especialmente no período em que nos encontramos, questiona-se se elas podem substituir completamente os métodos tradicionais de ensino, apesar de demonstrarem significativo potencial de aquisição de conhecimento (Jin e Bridges, 2014). Em um mundo cada vez mais digital e conectado, a convergência de tecnologias educacionais é cada vez mais aparente (Jin e Bridges, 2014).

4. Conclusão

Metodologias ativas podem ser realizadas a partir de tecnologias digitais e de maneira remota. Apesar dos desafios da prática, parecem ser uma alternativa para promover um maior envolvimento dos alunos, e para incentivá-los e motivá-los em um processo de aprendizagem com postura ativa, envolvendo resolução de problemas, desenvolvimento de projetos e consequente criação de oportunidades para a construção de um conhecimento mais crítico e produtivo. Após a experiência, considera-se que o uso de metodologias ativas em sala de aula são instrumentos que devem ser considerados também em aulas presenciais, pois correspondem a uma necessária mudança no campo educacional, incorporando as tecnologias digitais ao cotidiano do ensino superior brasileiro. Para tanto, gestores, estudantes, professores e o conjunto das instituições de ensino precisam repensar a ordem educacional, a partir de uma nova relação com o tempo e o espaço de aula.

Notas

1 - Disponível em https://www.unasus.gov.br/noticia/organizacao-mundial-de-saude-declara-pandemia-de-coronavirus.

2 - Nota conjunta sobre o coronavírus. Disponível em https://www.educacao.sp.gov.br/noticias/nota-conjunta-sobre-o-coronavirus-2/.

Referências

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Carvalho, M. (2000). Modernidade pedagógica e modelos de formação docente. São Paulo em perspectiva, 14(1), 111-120.

Chung, E. Y. H. (2019). Facilitating learning of community-based rehabilitation through problem-based learning in higher education. BMC Medical Education, 19(1), 433.

Fuga, V. P., Lopes, J. C. B. & Diegues, U. C. C. Professor, vai ser ead? In: Carvalho, M. P., Diegues, U. C. C., Fuga, V. P., & Liberali, F. C. (org.) (2020). Educação em tempos de pandemia: brincando com um mundo possível. (1ª ed., pp. 255-270). Pontes Editores.

Gadotti, M. (2000). Saber aprender: um olhar sobre Paulo Freire e as perspectivas atuais da educação. Produção de terceiros sobre Paulo Freire; Série Artigos.

Jin, J., & Bridges, SM (2014). Tecnologias educacionais na aprendizagem baseada em problemas na educação em ciências da saúde: uma revisão sistemática. Journal of Medical Internet Research , 16 (12), e251.

Jowsey, T., Foster, G., Cooper-Ioelu, P., & Jacobs, S. (2020). Blended learning via distance in pre-registration nursing education: A scoping review. Nurse Education in Practice, 102775.

Silva, F. D. C. T. (2006). Cultura escolar: quadro conceitual e possibilidades de pesquisa. Educar em revista, 22(28), 201-216.